Origem da vida
No começo havia o Nada. O Nada começou a se sentir sozinho e resolveu criar um outro ser para lhe fazer companhia. Mas o Nada era realmente um nada, e só conseguiu fazer uma porcaria esférica que fazia pouca coisa. Chamou a sua criação de bactéria.
A bactéria não falava e não andava, mas 30 segundos depois de nascer, já tinha filhotes… E logo depois de nascerem, seus filhotes fizeram filhotes, e os netos já tinham bisnetos, e foi uma loucura só. E o Nada, assustado, gritou:
- Essa merda cruza mais que coelho!
O que é interessante é que ainda não existiam coelhos, mas o Nada pensou neles. Era um ser que estava além da sua época.
Logo o mundo estava repleto de bactérias, todas exatamente iguais, e que faziam exatamente nada além de ocupar todo o espaço. Mas as bactérias começaram a ficar amigas e a se juntar, cada uma desempenhando uma função diferente e assim conseguiram fazer um novo ser. Ninguém consegue explicar como as bactérias entenderam o conceito de trabalho em equipe, mas isso não vem ao caso.
E o Nada olhava boquiaberto.
E as pequenas – minúsculas, na verdade – criaturinhas fizeram um ser que seria perfeito para fazer o que elas mais gostaram: um coelho! Parece que o Nada havia previsto o que aconteceria. Mas como nem tudo é perfeito, elas fizeram um só coelho, gigantesco, vindo da união de todas as bactérias do mundo! Tinha aproximadamente 25 centímetros.
É claro que o coelho não durou muito, não existia ainda a grama para ele comer, nem uma coelha para reproduzir. E o coelho foi extinto antes mesmo de ser oficialmente criado.
O Nada, pasmo com a inteligência “superior” da sua criação, ficou estático por aproximadamente duzentos mil anos, o queixo no chão, ainda tentando processar os acontecimentos daquele dia, se é que os dias já existiam.
E foi então que a primeira lâmpada brilhou sobre a cabeça do Nada, e ele resolveu que iria escrever um livro. O livro explicaria como surgiu a vida, começando de pequenas estruturas minúsculas, que instintivamente se amontoavam para ser cada vez maiores, uma espécie de megalomania microscópica. O nome do livro seria “A Origem das Espécies”.
Depois de pronto, o Nada criou um baú, trancou seu livro e o escondeu. Usando toda a energia de sua mente milenar, ele pensou em todas as possibilidades, calculou as combinações possíveis e criou as leis naturais – gravidade, lei da selva e essas coisas diferentes. Num piscar de olhos, estava tudo pronto. Animais saltitantes, corredores, voadores, de todas as cores, formas, tamanhos e com todos os tipos de comportamento. Todos os tipos de paisagens prontas para serem destruídas. E o Nada finalmente ficou feliz, seu plano funcionaria, afinal, quem iria descobrir a verdade?
Ele olhou as criaturas e pensou “será que eles não precisam de mais nada?”. Logo imaginou que eles dariam um jeito se precisassem, e não se teve mais notícias dele.
Dizem que o Nada viveu escondido em uma caverna no Oriente Médio, até que alguém encontrou o seu baú, gostou do livro e publicou, porém com o nome do autor trocado. Ele então ficou bravo e foi embora pra sempre.
Bu disse,
Janeiro 22, 2008 às 5:15 pm
Ôba!!!Biologia!!!
Será q Darwin encontrou o livro do Nada em sua longa viagem?
…Espero que o Nada volte para recriar o que sua criação está destruindo…
:***
Mariana disse,
Janeiro 22, 2008 às 7:11 pm
Eu li^^
To passando mal… Maldito Nada que inventou as bactérias! Elas estão me dando um trabalho danado hj…
Kroll disse,
Janeiro 28, 2008 às 9:52 pm
Isso é ótimo! Fiquei criando “Nadas” na minha mente, imaginando as formas e as metáforas que ele podia ser. Beijos.