5, 4, 3, 2, 1… !!
E lá vou eu na minha nave espacial. De cima verei tudo o que não via. Já vi de minúsculos serezinhos a enormes montanhas. Agora quero ver o que o azul celeste me esconde. O que há de tão fantástico além do véu que nos cerca?
Lá fora procuro pelo segredo de tudo que existe. Talvez na imensidão do espaço encontre a parte que me falta, a solução de todos os problemas, ou ao menos uma placa escrito 42.
Queria ver Vênus e Mercúrio, mas o calor do Sol me afastou (quero me bronzear em Copacabana, não numa nave espacial). Então, logo que saí, mirei na direção de Marte. Não fiquei muito por lá, estava decepcionado pelo “gigante vermelho” não ser tão vermelho assim…
Quase perdi o controle quando passei perto de Júpiter. Incrível como pode ser tão grande. Estacionei pra tomar um café em Guanímedes, uma de suas luas, e apreciar a vista.
Perdido no horizonte espacial, reconheci um minúsculo pontinho azul. O coração bateu mais forte. A saudade apertou. Me apressei tanto que esqueci a mesa com café lá mesmo. Liguei a minha pequena Enterprise em velocidade máxima rumo à Terra. Foi então que eu percebi que tudo que eu queria encontrar era o que havia deixado para tras.
Guardei a nave na garagem de casa, as chaves na minha gaveta. Um dia ainda volto pra ver o que faltou, mas com certeza levo meus amigos comigo. Afinal “viver sem amigos é como tirar leite de um urso pro café da manhã, dá muito trabalho e não vale à pena” (Zora Neale Hurston).
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A amizade é um amor que nunca morre – Mário Quintana